4º dia!

a mudança de planos foi decidida ontem à noite aquando da nossa chegada ao pinhão. eu não estava em condições de subir até alfândega da fé. eram demasiadas montanhas e por isso, com a ajuda dos bombeiros do pinhão - a quem agradecemos desde já toda a disponibilidade e hospitalidade com que nos receberam - chegámos à conclusão que o melhor seria seguir até vila nova de foz côa, pois tínhamos que ir por lá acima até s. joão da pesqueira, cerca de 20km, mas depois seria uma estrada pacífica, sem muitas elevações e com uma vista espantosa!

ao acordarmos e depois de colocarmos tudo nos sacos e termos tomado o pequeno-almoço, ainda falamos em ver como é que o meu joelho se comportava. estava em muito mau estado e coisas tão simples como descer umas escadas, tornavam-se num acto penoso. íamos até s. joão da pesqueira e de lá, ou virávamos para a direita e continuávamos para foz côa, ou para a esquerda e seguíamos para alfândega da fé. pés na bicicleta e...sempre a subir! aos 3km de viagem, a direcção que iríamos tomar, já estava mais que decidida: foz côa. o meu joelho doia imenso. pontadas agudas não me deixavam pedalar. parei uma série de vezes até me decidir a colocar uma ligadura à volta do mesmo. nada, a dor era horrível. não conseguiria fazer mais 60km. nunca. depois de uns bons quilómetros a trepar só com o esforço da perna esquerda, pois o pé direito estava pendurado fora do pedal, tentando que mexesse o mínimo possível, optei por tomar um clonix. não aguentava mais. era desesperante e tinha que conseguir. a partir daí, e depois de caminharmos durante umas boas centenas de metros, as coisas correram bem melhor. conseguia manter-me na bicicleta em andamento, sentindo apenas o joelho a latejar. melhor!

não sei como se pode explicar a vista que se tem. penso que a nacional222, tem um dos melhores cenários que existem em portugal! as vinhas subindo montanha acima, com todas as quintas que produzem o famoso vinho do porto e depois, entrando na região do côa, as mesmas vinhas, mas desta vez em montanhas mais roliças e não tão íngremes. lá em baixo, ao fundo, o rio é quase sempre uma constante! de . joão da pesqueira até ao nosso destino, a estrada é magnífica. não se pode pedir mais! as nuvens tapavam o sol de vez em quando e depois deixavam-no passar, fazendo com que parassemos uma série de vezes para tirar e vestir novamente a camisola. demo-nos conta, neste 4 dias de viagem que temos nos pés que, sem dúvida alguma, o clima é o maior inimigo de quem viaja de bicicleta. pelo caminho e entre sinos e padres que víamos correr de casa para casa, comprámos o nosso almoço e mais tarde, uma paragem de autocarros perdida no meio de nada, recebeu-nos para almoçar. abrigados do vento, comemos as nossas sandes, bolachinhas com geleia, bolo de chocolate e muita água!

ver vila nova de foz coa ao longe, é uma imagem espectacular. nós, no cimo da serra e lá ao fundo, a cidade que dá nome ao concelho que é património mundial da humanidade pela unesco, duas vezes! foi uma descida de quase 5km, sempre com uma mão no travão e com a máquina fotográfica na outra! vídeos, fotografias, gargalhadas, gritos de alegria! ver o fim assim tão perto, e ter tempo ainda de ver o sítio onde chegamos sob a luz do sol! fomos directos aos bombeiros - obrigado mais uma vez ao sr. borges, comandante dos bombeiros de ovar - onde estacionámos as "meninas" e vimos chegar o cláudio, um amigo que trabalhava comigo em guimarães, com alguns colegas! conversa posta em dia, planos para o dia seguinte e afinal, depois de explicarmos que queríamos ir para espanha no dia seguinte e de ouvirmos os seus conselhos, achámos por bem ficar mais um dia em portugal! palaçoulo, é o próximo destino e depois sim, espanha! banho tomado, cremes postos, dentes lavados, terrinha visitada (tudo fechado...ou quase) e voltámos ao quartel onde preparámos o jantar, conversámos sobre a experiência que começamos a viver neste momento e, aproveitando uma rede wifi que chegava aberta, não sabemos de onde, actualizámos os blogs (o da tanya sozinha é este) lemos os mails e espreitámos umas tantas outras coisas! o despertador vai tocar às 8h! espero conseguir aguentar o dia de amanhã! palaçoulo espera-nos com gente de ovar!


11 comentários:

Pop-up disse...

sei bem o que é essa dor no joelho. modera o esforço nos primeiros tempos. muito descanço e pomadinhas.

moral para cima.
estamos convosco.
abraço

Anónimo disse...

Tendo em conta que as bicis já foram parvas....já foram enganados pela santa senhora no caminho....e já choveu....o teu joelho só pode ficar bom num estantinho!!!As melhoras :)

Boa pedaladass...e força!!!

Bxocas com bombocas prós meninos

Lipa

Anónimo disse...

GANDAS MALUKOS

Os posts são fantásticos, parabéns.
Estou com vocês (no sofá )

um abraço
Orlando

A. disse...

Acompanho este blog desde que deram início a esta aventura... Que coragem! Vou passando por aqui para ver as novidades, e desejo-vos muita sorte e as melhoras para esses ferimentos!

Alhita disse...

:)
Ainda bem que vos encontrei no inicio da viagem!

Boa sorte para vocês, vou seguir dedicadamento o blog!

Rui Alves disse...

desejo-te as melhoras para esse joelho. força amigos. rui alves leitão.

Carina disse...

Fofos acompanhar o vosso blogue tem-se tornado uma rotina para mim. É inspirador ler as vossas peripécias e saber que embora com algumas adversidades a viagem tem sido fantástica. Dá-me vontade de fazer o mesmo hehe =)

Um beijo a três e continuem a sorrir

Anónimo disse...

Cuidado c o joelho Rafael! Falo por experiência própria. Isso também doi a subir escadas? a dor é em que lado? lateral, interior, atrás da rotula ? Se continuar por hoje, sugeria-te mesmo ires a um ortopedista ou aqueles massagistas/endireitas velhotes que se talvez encontrem facilmente pelas terrinhas. força nisso!


Pedro Padinha

toni disse...

desejo-te as melhoras grande abraço e beijos e boa viagem para ambos

toni nevado BV foz côa

Troca Letras disse...

Eu também já tive uma vez um problema numa viagem com o joelho e era o esquerdo.
E o meu problema não era de pedalar muitos quilómetros, mas sim do posição de fotografar com o joelho na areia, que normalmente está húmida, e entrava muito frio para ele e dava-me muitas dores até estar quente novamente.

Troca Letras disse...

Eu também já tive uma vez um problema numa viagem com o joelho e era o esquerdo.
E o meu problema não era de pedalar muitos quilómetros, mas sim do posição de fotografar com o joelho na areia, que normalmente está húmida, e entrava muito frio para ele e dava-me muitas dores até estar quente novamente.

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