chateau d'eau

em toulouse, existe uma galeria que se destaca das outras pela sua arquitectura. longe de ter sido desenhada por um conceituado arquitecto, este espaço serviu noutros tempos à provisão de água em parte da cidade, junto ao rio. o chateau d’eau, ou castelo de água (se traduzido do português) não é mais do que um antigo depósito de água reconvertido em galeria de fotografia em 1974 pelo fotógrafo jean dieuzaide. o que é interessante é que esta galeria, a primeira em frança dedicada à arte da fotografia, mantém no seu interior todos os mecanismos que serviam a sua função primeira. o chateau d’eau já recebeu, desde a sua inauguração, mais de 400 exposições e possui no seu espólio mais de 12000 obras de centenas de artistas. o espaço procura, acima de tudo, a divulgação de novos artistas nacionais e internacionais como forma de promoção destes. na altura da nossa visita, uma exposição de novos fotógrafos russos, dava uma visão diferente do que é o país hoje: os sonhos inalcançáveis da juventude, os desejos, a fúria, o isolamento de uma grande cidade como moscovo, as paisagens cruas de grandes espaços vazios, espaços urbanizados, cinzentos. o tempo do primeiro sputnik, do primeiro homem na lua, a construção de grandes cidades no espaço, o sonho que já não o é e os transforma, cada vez mais, em máquinas humanas numa máquina de produção gigante.



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