a vida fora do cairo!

a nossa mais recente amostra da nossa vidinha diária fora do cairo! do caos ao silêncio e do silêncio ao caos!

alemanha num corridinho

estamos a fazer batota? mas o que é isso, "fazer batota"? se é mesmo batota, estamos a adorar! batota não existe, existe é prazer de viajar e se viajar não estiver a dar prazer, então não é viajar, é fazer exercício físico e nós não vamos pedalar até macau para queimar calorias!

o rolf, o nosso anfitrião em kempten, riu-se quando lhe dissemos que no dia seguinte iríamos em direcção a munique para apanhar o avião. "com está neve, não vão a lado nenhum! ah ah ah!" claro que vamos! já apanhamos dias de muita neve e apesar de não ser nada divertido (divertido, apenas os 5 primeiros minutos) conseguimos sempre chegar salvos aos destinos. tínhamos os dias todos contados, tínhamos mesmo de partir! 
acordámos e a neve continuava a cair... "têm a certeza que não querem ficar mais um dia?" não dá mesmo... está frio mas temos de ser mais fortes! são só mais dois dias de viagem até munique! vamos conseguir! 
o caminho estava a ser feito com muita tranquilidade. não houve tombos e estávamos a seguir o caminho sem enganos. o frio apertava e a neve presistia. "temos de virar à esquerda" não temos gps nem mapas, mas antes de sair das casas, apontamos todas as terrinhas por onde temos de passar. "temos de virar à esquerda". à esquerda, a rua não estava limpa... tínhamos à nossa frente uma grande camada de neve e assim fomos obrigados a diminuir radicalmente a velocidade! o frio começava a ser insuportável e começava a entrar em desespero! os dedos transformaram-se em gelo e já não tínhamos a certeza se estaríamos no caminho certo... abrigámo-nos numa paragem de autocarros e o rafael foi à procura de ajuda para termos a certeza da direcção a tomar. fiquei na paragem a tentar aquecer as mãos e quando olhava lá para fora, ficava com medo de voltar a sair! os dedos começaram a aquecer e é nesse momento que a dor começa! comecei a desesperar. continuava a olhar lá para fora, a tentar arranjar uma solução para não ter de passar por aquele frio. comecei a chorar, com dores, com vontade de não continuar com neve, de saber que teríamos de voltar a pegar nas bicicletas sem vontade de sair dali. o rafael chegou e disse que tinhamos de ter virado, lá atrás... "não quero mais... não quero sair daqui..." estávamos abraçados a aquecer-nos e eu tentava acalmar-me, quando o rapaz a quem o rafael pediu ajuda, perguntou se não nos queríamos aquecer no interior da casa. 
não sei o que teria acontecido se esse rapaz não tivesse aparecido! não ficámos com o contacto dele, nem tirámos nenhuma fotografia... e isso foi uma falha terrível!!! entrámos em casa e colamo-nos ao aquecedor. a senhora ofereceu-nos chá e acabámos por almoçar com eles - o almoço era todo vegetariano! que sorte! a senhora olhava-nos com muita pena... "o melhor era apanharem o comboio. este tempo não vai melhorar, só vai piorar!" - dizia ela. a ideia do comboio estava a agradar-nos imenso. era a única solução! não queríamos pedalar com aquele frio! a estação era a 15 quilómetros da casa. 15 quilómetros?! mas eu não queria mesmo voltar a pegar nas bicicletas!!! o certo é que não foi preciso, o rapaz levou-nos numa carrinha que ficou cheinha, tão cheia que era impossível colocar mais um saco! 
foi a melhor decisão que tomámos! chegámos mais cedo a munique, ou melhor, a hallbergmoos, que fica a 6 quilómetros do aeroporto. ficámos com a margherita e com o andrea, um casal italiano 5 estrelas! passámos 3 dias a descansar e até tivemos direito a sauna, fazendo-nos sonhar com o calor do egipto! em munique estavam 8 graus negativos e a temperatura iria descer muito mais nos próximos dias! 
passamos os dias a comer as especialidades da margherita e mostrámos a nossa especialidade: tofu com broa (desta vez, foi feito com pão alemão). fomos à procura de caixotes para as bicicletas e divertimo-nos a empacota-las! "agora, só as vemos no cairo!"

egipto

"hello, my friend! where you from? stop one minute, can i ask you a question? just look! no hassle!
you wanna taxiride-feluccaride-horseride-motorboatride-drugsride? you wanna buy spices-carpets-genuinearuings-hashish? very cheap price! maybe tomorrow? no hassle!
hey, my friend, why you ignoring me?"

disfrutar devagar!

o joão e a valérie já não precisam de apresentações! já todos sabem da viagem que fizeram durante 4 anos pela ásia! antes de os conhecermos pessoalmente, tínhamos devorado o livro que escreveram: “pedalar devagar” e a partir daí, sonhávamos em fazer uma viagem parecida! cá estamos nós, com os pés nos pedais para como eles, pedalarmos devagar!
deixámos o livro na prateleira para ouvir ao vivo e a cores, o relato das aventuras destes dois aventureiros! dávamos por nós a pensar “estamos mesmo com o joão e com a valérie! são mesmo eles!” - e continuávamos a ouvi-los. “será que estamos demasiado dentro do livro que estamos a imagina-los aqui?” e continuávamos a ouvi-los. eram mesmo eles, estávamos mesmo com eles! pode parecer exagero todo este nosso entusiasmo, mas quando estamos com as pessoas que nos inspiram a viajar, isso deixa-nos com uma alegria muito grande!
sim, valeu a pena subir aquele "evereste"! a valérie abriu-nos a porta e os nossos olhos abraçaram-na com muita força! estávamos em casa e sentimo-nos bem!
fizeram uma pausa nas duas rodas e empenham-se na educação dos dois filhos, o yacha e o sinai e acreditem que esses novo “projecto” daria um bom livro! o sinai é um rouba mimos e o yacha um foge dos mimos mas só dá vontade de o raptar para o bombardearmos de abraços e beijos! souberam bem os almoços e os jantares em família e ouvir a mistura de línguas naquela casa! falávamos francês, ouvíamos o alemão mas à mesa o português era obrigatório! o papel colocado na janela não deixava esquecer isso! “à mesa, só português”. foi tão bom ouvir o sinai a cantar, “ as pombinhas da catrrrrrina andarrrrão de mão em mão” com os r's carregados do alemão!

as três noites previstas para zurique, prolongaram-se numa semana! a verdade é que não queríamos ficar tão pouco tempo mas tínhamos um avião para apanhar em munique… “fiquem mais tempo, eu levo-vos uns quilómetros mais à frente!” claro que aceitámos a proposta do joão! é verdade que o frio não nos convidava a sair e o calor daquelas pessoas também não!
aproveitamos a neve para pegar nos trenós e praticar um pouco de desporto de neve! o aquecimento era sempre feito com a guerra de bolas de neve. depois era pegar no trenó fechar os olhos e deixar o sinai e o yacha conduzir! o trenó deve ser classificado como desporto radical de alta adrenalina! curva para a esquerda, curta para a direita, desviar dos outros trenós… muita neve comemos e muitos trambolhões demos! a equipa yacha/rafael ganhava sempre à equipa sinai/tanya mas a equipa sinai/tanya, ganhou em trambolhões e ingestão de neve! chegávamos a casa cansados mas não era isso que nos deixava ko. depois da história lida ou inventada ou das canções da valérie, aos miúdos, continuávamos as conversas à mesa até nos perdermos nas horas.
os dias foram passandos a ouvir os relatos das viagens. dá vontade de partir para procurarmos todas as sensações que eles tentaram passar mas por outro lado sabíamos que a despedida, ou melhor, o até já, ia ser difícil!
os últimos dias tinham chegado… respirávamos fundo. o joão chegou mais cedo do trabalho para nos levar. tínhamos sempre uma última coisa para fazer, ou para mostrar, qualquer desculpa valia para prolongar a estadia. mas tinha de ser, as bicicletas já estavam na carrinha com todos os sacos, só faltávamos nós. como foi difícil!!! o yacha e o sinai, são duas crianças incríveis com quem não nos cansamos de estar. sabíamos que íamos sentir falta deles! o joão tirava toda a neve da carrinha e fazia a última manutenção e nós tínhamos a tarefa difícil de nos despedirmos da valérie… foi impossível conter as lágrimas nos abraço. o nó na garganta apertava e foi impossível dizer o que quer que seja, a não ser "obrigada"! a porta da carrinha já estava fechada e o motor já trabalhava. a hora tinha chegado e lá fomos nós, ficando os primeiros minutos em silêncio…
direcção a kempten com o joão numa condução muito atenta na estrada cheia de neve! passámos a fronteira da áustria e logo a seguir entrámos na alemanha! chegados ao destino outra despedida teria de ser feita… mas não sem antes de tomarmos um café juntos, na casa do novo anfitrião, o rolf!

o joão não podia ficar mais tempo… tinha todo o caminho de regresso em frente e a estrada não estava para muitas amizades… desta vez foi uma despedida rápida, um forte abraço, um até já, ou um até amanhã a fingir. a porta do prédio fechou-se. estávamos só nos os dois na entrada. olhámos um para o outro e sentimos um vazio enorme.
obrigada joão e valérie pelos dias em zurique! obrigada pelos momentos em família e por toda a partilha! são grandes e lindos! "muita merda" joão para as próximas peças de teatro e não posso terminar sem dizer o quanto admiro a mulher que é a valérie! ao ler o livro queria ter a força dela e admirava-a imenso e agora admiro-a ainda mais e continuo a querer a força dela! obrigada valérie!

obrigado pela prenda de natal!

alma de viajante

mais uma crónica editada no alma de viajante! (clicar no texto abaixo)

sans paradis fixe

em toulouse, no meio de todos os percursos turísticos que possam existir, entre as paredes de tons rosa dos edifícios, entre o corre corre quotidiano, existe um espaço que nos prende de tão invulgar que é! este espaço, ou diria antes, pequeníssimo espaço chama-se sans paradis fixe e é uma mistura de livraria, espaço de exposições, concertos e debates e é invulgar por ter tanto e ser tão pequeno.


no dia em que estivemos presentes, tinha havido um concerto (não assistimos por estarmos numa exposição de fotografia) e, dentro da livraria, a contar com os 3 músicos, estavam 17 pessoas, a maior parte em pé. os outros que queriam espreitar ou ouvir, mantinham-se na parte de fora, fixos nas notas que saiam dos instrumentos, olhando o pouco trânsito que passa naquela rua e observando a exposição de fotografia que sobre, paredes acima, pela livraria! lá dentro, servia-se vinho, sumo, café, chá, pequenos bolos! vendem-se postais, fotografias, livros, bonecas de trapos, calendários e o mais fantástico é que tudo o que encontramos e que podemos comprar, é original, existe ali e em mais nenhum lado na cidade ou mesmo no mundo! a produção de todos os materiais é da responsabilidade dos proprietários que, por entre o design, a literatura, a música e as viagens vão produzindo tudo o que se pode ver dentro do espaço!




o ambiente, escusado será dizer, é fantástico, descomprometido, apertado por entre tanto humano em tão mínimo espaço, a decoração é perfeita e a máquina, por mais pequeno que seja o lugar, não pára de disparar! por entre tanta singularidade, resta dizer que se encontra aberta somente entre outubro e final de dezembro, sendo que nos dois primeiros meses só às terças-feiras e a partir de dezembro, todos os dias até ao final do mês! fica na rue agathoise, 12 e pode ver-se mais sobre o espaço em www.sans-paradis-fixe.net!

para quem percebe!!!

num jornal suiço! internacionais!!!

votem no nosso vídeo

amigos, estamos a concorrer a um passatempo do Sapo vídeos e precisamos que votem no nosso vídeo para ganharmos!!! ehehe! é só irem abaixo do vídeo, deixar o mail e confirmar para votarem! cliquem no link abaixo! muito obrigado! (a introdução do vídeo é igual ao dos donativos, mas o vídeo muito diferente!)

valeu a pena o esforço

saímos de portugal com zurique na cabeça! e finalmente chegámos e é em zurique que escrevemos este post!
devem estar a perguntar: "mas afinal o que tem zurique de tão importante, de tão atraente para se sair de portugal com a cidade na cabeça?" a resposta é simples! é aqui que mora o casal que nos inspirou para viajar de bicicleta! temos algumas referências de viajantes, mas este são, sem dúvida, os maiores culpados! eles são, passamos a apresentar: o joão e a valérie!
antes de partirmos recebemos um mail de alguém que nos desejou força para a viagem e não queríamos acreditar, quando disse que conhecia o casal que escreveu o livro "pedalar devagar"! depressa entrámos em contacto com o casal amigo e depressa recebemos um mail, a dizer que éramos bem vindos!
para quem não sabem que são, aqui fica um pequeno vídeo!


claro que não podia ser um dia fácil, o dia do encontro. claro que o joão e a valérie não podiam ser de fácil acesso. há que sofrer! e foi mais ou menos isso que nos aconteceu.

saímos de sursee com poucas horas de sono no corpo e a ligeira dor de cabeça, fazia-me recordar a caipirinha da noite anterior... mas a vontade de chegar a zurique era grande!

a neve já não caía mas o caminho continuava branco e de novo o frio terrível! há muito que não tínhamos um dia com tantas subidas. subir traz calor, o que pode ser bom mas depois temos de descer e é nesse momento que os problemas começam! paramos numa oficina de motos e fomos convidados para beber um café. olhávamos para fora e tínhamos medo de voltar a sair. uma grande subida esperava por nós e não tivemos forças para a pedalar... chegamos ao cimo com as bicicletas à mão num grande esforço, embora tivéssemos chegado quentinhos para depressa gelarmos com a grande descida... que dia!

novo tombo do rafael... já estava no fim da descida, quando um carro pára ao meu lado:
- o teu companheiro teve um acidente lá em cima.
fiquei preocupada e penso que a minha expressão o confirmou, mas ele logo acrescentou:
- um pequeno acidente...
não sabia muito bem o que fazer... se subisse de bicicleta, ia demorar mais de meia hora. se deixasse a bicicleta, demorava a mesma meia hora a correr. enquanto pensava, o rafael aparecia. ufa, livrei-me de subir!.. que dia!


já passava das duas e ainda não tínhamos parado para almoçar. quem é que pára para almoçar ao frio? 
corremos desalmadamente para dentro de um edifício para sobrevivermos. as pessoas passavam por nós com indiferença... ainda ficávamos com mais frio sem o calor humano! 
finalmente fomos convidados para um chá e percebemos que estávamos num centro de agricultores e uma escola primária. aproveitamos para pedir se podíamos almoçar no interior e aquecer a comida enquanto esperávamos pela jornalista que tinham chamado para nos entrevistar. 
passado quase duas horas, voltamos ao caminho e depressa arrefecemos. não podíamos fazer nada, a não ser pedalar.

andamos perdidos. quilómetros a mais. um queria seguir a estrada, o outro queria a pista ciclável. um dizia que já estávamos perto da casa deles, outro dizia que era impossível, que ainda tínhamos muito caminho pela frente. havia uma ligeira tensão entre nós... 
o joão e a valérie não moravam ali... ainda tínhamos de descer até à cidade e subir (muito) para chegar! que descida desesperante! não podíamos ir depressa porque a estrada estava perigosa, mas queríamos ir depressa para chegar rápido ao quente! 
é horrível, desesperante, aflitivo, maléfico, o frio nos dedos! não queria acreditar que estava com tanto frio e que ainda tínhamos muito caminho pela frente... desejei depressa a famosa subida para casa deles! que dia!


passado mais de hora e meia, encontrámos a subida! mas que subida!!! quem me mandou a mim tê-la desejado? era monstruosa, aberrante, gigantesca, tenebrosa! o rafael só se ria mas eu não tinha vontade de me rir, nem um pouco!!! parava de dois em dois metros e ia soltando uns gritos!!! só queria fechar os olhos e quando os voltasse a abrir, estar em frente à porta deles! nem forças tinha para chorar. estava chateada demais para chorar! estava escuro, estávamos cansados...


se fosse outro casal que habitasse naquele "evereste", duvido que tivéssemos feito todo aquele esforço!!! chegámos ao topo! estávamos vivos! e estávamos com o dedo na campanhia do joão e da valérie!!!

dias duros de neve

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sabíamos que ia ser duro mas assim, tão duro? o frio chegou rápido, o frio chegou... muito frio. todos nos dizem que não é normal mas o certo é que ele está cá e nós o sentimos. sabíamos que íamos passar por muitos momentos difíceis mas sabíamos que a qualquer momento, poderíamos mudar o trajecto. o trajecto está mudado! chegaremos a munique e apanharemos um avião até ao egipto onde o calor nos espera! começamos a pensar: "mas queremos provar qualquer coisa a alguém? estamos a ter prazer? queremos continuar apenas para somar quilómetros?" a verdade é que queremos ter prazer e sair depressa da europa! não conhecíamos ainda a suiça e estávamos contentes quando atravessámos a fronteira! enchemos os sacos com comida, em frança, com medo dos preços de genève - a quinta cidade mais cara do mundo! o rui e a iva, aqueceram os nossos dias! "temos um avião para apanhar... não podemos ficar mais dias..." por muito que nos sentissemos bem, com eles e os filhos, não podíamos ficar. vestimos o polar, o gorro, as luvas, dois pares de meias. fecha casaco e assim enchouriçados, saimos à rua onde a neve caía abundantemente! o caminho foi todo feito ao longo do lago léman. a paisagem era impressionante mas o que era mais impressionante, era o esforço feito a pedalar, apesar do caminho ter sido todo plano... há dias assim... feitos para nos chatear. íamo-nos aproximando de lausanne e o frio ia-se aproximando de nós! como chegámos cedo, decidimos aquecer-nos num mini mercado português onde fomos recebidos de braços abertos! estávamos a desejar um sumol de laranja! bebíamos como dois loucos enquanto contávamos a nossa história e na hora da partida, todos se juntaram para nos oferecerem quatro litros e meio de sumol e um queijo bem português! agradecemos por todo o carinho tuga!


passámos duas noite em casa de um casal português: o joão e da letícia, que nos proporcionaram momentos de muita diversão! acordámos e o nosso queixo caiu quando olhámos pela janela!!! estava tudo tudo branco e a neve ainda caía! saímos à rua e encarnámos o papel de pequenas crianças que nunca têm frio! a neve não parava de cair, assim como os ataques com bolas de neve! usámos sacos de plástico para soltar gargalhadas e gritar: "outra vez!!!" e subíamos as longas escadas para voltar a escorregar e acabar cobertos de neve!

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foi sem dúvida um dia bem diferente! a noite terminou com um fondue de queijo, com concertina, muito barulho e muitas gargalhadas!!! a neve continuava a cair...

o caminho até fribourg foi duro, o frio tentava congelar as mãos e os pés... antes que isso acontecesse, a anna e a lisa abriram-nos a porta de casa e o calor humana com dez pessoas à mesa para jantar, salvou-nos! fribourg surpreendeu-nos! gostámos e recomendamos!




foi a caminho de berna que, em desespero, parámos em frente a uma casa e tocámos à campainha, na esperança de nos podermos aquecer no interior! dava vontade de chorar com as dores nos dedos!!! uma senhora veio à janela mas inglês ou francês, eram línguas que não conhecia ... e alemão, não é para nós. fizemos o gesto universal do "tenho frio" e ela compreendeu, e nós compreendemos a expressão universal dela. traduzindo por palavras, daria isto: "pois claro que está frio... claro" e virou costas... se não tivesse os dedos tão frios e a doer, tinha esganado a mulher!!! saímos de berna com a neve a cair e esta caiu a viagem toda! não conseguíamos ver nada... estava tudo branco e ficávamos com neve nas pestanas. nem todas as estrada foram limpas, dificultando-nos o percurso. depois de um tombo na neve, e de um grande cão nos ter assustando, correndo na nossa direcção, querendo apenas brincar, o nosso corpo arrefeceu obrigando-nos a parar num café. não sei se a senhora reparou no meu olhar colado a uma sobremesa, mas o certo é que ela nos ofereceu duas sobremesas deliciosas! e com açúcar no corpo, voltámos a enfrentar o frio. nesse dia, nunca pensaríamos conseguir chegar ao destino! tínhamos medo de cair e o meu (tanya) travão de traz congelou... que dia!


o caminho foi duro e comprido mas a noite foi passada com muita música brasileira, caipirinha e um pezinho de dança! fomos tratados com rei e rainha! comemos até não podermos mais e dormimos com anjinhos!!! obrigada daniel e jessica!

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