palmira


Por 200 libras cada, apanhámos o autocarro para Palmira. A estação, é um verdadeiro mercado. “Palmira, Palmira, cheap! Come! You go to Palmira?” ouve-se em cada entrada das várias companhias.
Os autocarros não param em Palmira. Quando o autocarro pára, temos de perguntar se temos de sair ali, pois ninguém avisa ninguém. Nós tivemos sorte. Quando o autocarro parou, pensávamos que era uma paragem para o xixi e comprar qualquer coisa para trincar.
- Vão para Palmira? Eu levo-os lá. - Disse um taxista.
- Não, obrigada, nós estamos neste autocarro. - Dissemos.
- Já passaram Palmira. Fica a 6 km daqui. 
Só pode estar a gozar e querer ganhar alguma coisa connosco! Mas não, ele tinha razão. Tínhamos passado Palmira.
- Quanto é para a cidade? - Perguntámos ao taxista.
- 150.
- 150?! Não!
- 100. Corrigiu o taxista.
- A viagem para aqui foram 200 e tu queres 100 por 6 km? Nós vamos a pé!
- Quanto querem dar?
Detestamos esta pergunta! Virámos costas e começámos a caminhar. Era impossível pedir boleia pois todos os carros paravam e perguntavam se queríamos um táxi, ou que por 50, nos levavam até ao centro! Aqui, todos são taxistas, mesmo com carros particulares! É incrível!
- Nós vamos a pé! Não queremos taxis! (…) não é longe, é já ali! (…) não obrigada, não queremos - Respondíamos a todos os que paravam. Aqui, tudo é negócio. Ninguém ajuda ninguém, todos querem dinheiro!

 

Como não conseguimos arranjar nenhum couchsurfer - pois todos tinham um negócio - fomos para um hotel. 


Ver Palmira num dia, é para chegar ao fim do dia de rastos. Há muito para espreitar e muitos quilómetros de história para percorrer. O dia estava cinzento e a chuva ameaçou mas não foi isso que nos fez desistir.
Encontrámos no caminho um rapaz que nos tinha convidado através do couchsurfing para almoçarmos no seu hotel. Encontrámo-lo por acaso e foi ele que se lembrou do convite e que este se mantinha de pé. Ao fim da tarde lá estávamos nós, sentados à mesa a comer e terminámos com um café e a fumar shisha (que bem que sabe). No dia seguinte tínhamos pequeno-almoço e motorista para nos levar até à paragem do autocarro. Fez tudo para nos agradar mas os seus olhos, não descolavam de mim… mesmo com o rafael ao lado! Ignorava o que ele podia pensar e continuava hipnotizado a cada movimento que eu fazia. Este é o problema dos rapazes daqui… na rua, eles cumprimentam-me sem sequer olharem para o Rafael (será da barba?). Chegam ao ponto de pararem para fixarem o olhar. Só me dá vontade de perguntar: “chu?” que quer dizer “o quê?” não sei se é assim que se escreve mas decorei-a lembrando-me da palavra “chulé”.
Voltámos para damascus e tivemos um dia para nos despedirmos desta capital que nos marcou. Havemos de voltar!

2 comentários:

Antonio disse...

Tanya, a isso chama-se assédio e só acontece às pessoas bonitas. Quanto ao Rafael, como não fuma mas gostou da SHISHA, que traga alguma que eu tambem não fumo mas vou gostar de certeza.
Continuação de boa viagem, Manelinho

Tata disse...

Eu tive em Palmyra no 31 de Março e 1 de Abril gostei muito da síria achei as pessoas muito simpaticas claro que muitas querem fazer negocio... Mas em Damasco um rapaz foi comigo para indicar onde era o Hotel.

Ficam fotos de palmyra http://www.facebook.com/album.php?id=770939992&aid=340434

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