subir até amman

não boiámos, não vimos nada de interessante... a nossa vinda ao mar morto foi um pouco, não queremos dizer em vão mas… serve apenas para podermos dizer “já estivémos no mar morto!”
parámos numa das poucas grandes casas à beira mar e pedimos ajuda para encontrar um sítio onde montar a tenda. num inglês perfeito, um senhor, pai de família, ofereceu o seu enorme jardim, depois de se ter desculpado, dizendo que a família viria nesse dia e por isso não tinham espaço para nós, dentro de casa…
estávamos na tenda e eles no terraço. estávamos mortinhos para sermos convidados!
- ele chegou com duas canecas, com sopa de lentilhas.
- nós comemos e fomos entregar as canecas e… nenhum convite.
- fomos perguntar onde podíamos carregar o telemóvel e ele levou-nos de carro até lá.
- voltámos para a casa e fomos para a tenda… sozinhos.
- estava frio, então o senhor trouxe achas para nos aquecermos.
- a família chegou e foram cumprimentar-nos mas apenas isso…
- já estávamos decididos a ir dormir quando as filhas chegaram com fatias de bolo. “são os anos da nossa mãe.” ah!!! e não fomos convidados porquê?! não dissemos mas pensámos. depois de tudo comido fomos entregar o prato quando surgiu, finalmente, o convite! já tínhamos jantado mas isso não foi desculpa para não comermos tudo o que eles nos deram a provar.
no dia seguinte, iríamos até amman e isso significava subir até aos 900 metros de altitude e nós estávamos precisamente a 380 abaixo do nível do mar. não éramos os únicos a fazer essa viagem. graças a aquele serão agradável, um dos senhores ofereceu-se para levar as nossas malas e atrelados para podermos subir bem mais leves. a ajuda foi muito bem vinda e agradecida!
leves nós íamos e não fosse o vento de frente, teria sido um dia perfeito. a subida, apesar de durar o dia todo, era amigável mas o vento, foi o causador de todo o nosso cansaço! chegámos a amman e entrámos em contacto com o senhor para reavermos as malas. fomos convidados para entrar em casa e comer algo para ganharmos forças, pois ainda tínhamos de chegar a casa da belén (uma espanhola que conhecemos em petra). já estávamos cansados e ainda passámos mais de uma hora na estrada. quando vimos a belén, tivemos vontade de correr e abraça-la! finalmente em casa!
5 noites em amman sem ver nada de interessante! o tempo não estava convidativo e a nossa vontade em sair, era pouca. os dias eram passados a comer e dificilmente o rabo saía do sofá!
o “centro histórico” é o único sítio onde sabe bem passear. há o mercado com toda a fruta e legumes que dão cor às ruas; há os pequenos restaurantes onde, por 4 euros, 3 pessoas comem até ficarem com o estômago cheio; há as lojas de cds “piratas” (aqui são legais) umas a seguir às outras, com filmes que dificilmente encontramos em portugal e há toda a confusão normal de uma capital!
mas o que soube mesmo bem, foi o facto de não termos feito nada, ligámos o nosso cérebro à internet e à noite, à televisão.
sabe bem termos uma casa por alguns dias! obrigada belén!

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