à procura de um milagre

Saímos de Homs sem grande vontade e quando começou a chover, começámos a ficar bastante chateados. Parámos numa paragem de autocarro na esperança que alguém aparecesse e nos oferecesse boleia. Nada… a chuva acalmou e continuamos a pedalar de mau humor. Voltámos a parar para nos abrigarmos quando numa carrinha de caixa aberta, cheia de couves, pergunta se não queríamos boleia. Olhámos para a carinha e perguntámos onde podíamos pôr as bicicletas.
- Por cima das couves. Não há problema, elas não são para vender. – respondeu e respondeu muito bem.
Subimos montanha acima e nesse momento tivemos vontade de abraçar o rapaz. Fazer aquilo de bicicleta, com aquela chuva, seria para morrer naquele preciso momento!
No topo, estava o castelo que queríamos muito ver. Craq de Chevallier. É imenso e vemos nele, 3 diferentes estilos. Fomos sem guia mas penso que não teria sido má ideia se tivéssemos arranjado um. Visitámos o castelo tirando fotografias a cada 5 passos que dávamos. Tentávamos perceber por nós, alguma história no meio de cada disparo fotográfico.
Já cá fora, descemos montanha abaixo para começar a subir uma nova montanha. Estávamos a morrer! Mas o que se passa connosco? Andamos em baixa forma e não percebemos porquê… mesmo por baixo da chuva, as pessoas não se mostravam hospitaleiras. Parámos e perguntamos a umas senhoras se saberiam de algum sítio onde pudéssemos acampar. Elas apontaram para um prédio em construção e disseram que talvez não houvesse problema se acampássemos lá. Ficamos tristes com a resposta porque o que gostamos é de ficar com as pessoas. Estávamos à espera de sermos convidados mas não. Pessoalmente, não queria acampar naquele prédio, porque custava-me a acreditar que não encontraríamos quem nos abrisse a porta.
- Se começar a chover, vamos para o prédio. – disse Rafael.
E naquele preciso momento, começou a chover… estava triste e continuava a pensar que o nosso dia não podia acabar assim! Pegámos nas bicicletas e nisso para uma motorizada.
- Querem beber um café em minha casa? – perguntou o senhor de bigode.
Salvos!

1 comentário:

darkman disse...

um gajo em viagem passa cenas do camandro! :p voces acabaram por se safar, mas se tivessem de dormir no predio, q se lixe, n ha ca frescuras :)

eh importante ver sp o bom da cd situacao. mts vezes n eh possivel pq de bom, ha pouco. entao o q me ajuda eh ver o caricato e ironico e rir das meleitas :)

abraco, vemo-nos na india talvez!

o rafa perguntou pelo visto paquistanes. eu tirei o meu em pt e acho q n da p tirar fora do nosso pais. qd estava a preparar a mh viagem o meu plano B era seguir irao-uurkmen-uzbeq-casaq-china. voces podem tirar visto para o casaq e uzbek no irao, creio. dp cm tem o visto uzbek podem tirar um visto de transito (7 dias, voces tao de bicla, eh foda) para o turkmen.

boa sorte!

pedro

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