Pedalar Devagar - Alexandre Paris

Como nosso segundo convidado, decidimos lançar as perguntas ao Alexandre Páris. Ele, juntamente com o Tiago Santos, pedalaram em 2009 de Portugal até ao Tajiquistão, numa aventura a que decidiram chamar “0 emissões, 1 ano, 2 amigos, 3 continentes, 4 rodas”. Durante todo este percurso, o Alexandre - que tivemos o prazer de conhecer em 2010 em Lisboa e que nos deu grandes dicas para esta nossa viagem – e o Tiago, atravessaram a Europa, navegaram até África, tivera
m problemas na entrada na Líbia, pedalaram pela Ásia Central e só a impossibilidade dum visto para o Paquistão os fez regressar. Nesta pequena entrevista, o Alex contou-nos um pouco do seu historial com a bicicleta!



Perfil
Portugal
Alexandre Páris
Licenciatura em Engenharia Mecânica
30 anos


- Qual a primeira viagem de bicicleta que fizeste e o porquê da escolha?


Foi em 2002, quando ponderei em ir de bicicleta de Lisboa até ao Algarve. Todos os anos fazia o trajecto de carro com os meus pais e a utopia que me parecia ser fazê-lo de bicicleta, tornou-se uma paixão pela autonomia e aventura deste modo de viajar.


- Como fazes quando queres viajar, em relação a trabalho e claro, a dinheiro?


Poupo o dinheiro suficiente para quando surgir a oportunidade, poder partir em viagem.


- Qual para ti o sentido de viagem e o que buscas quando partes?


Busco conhecer novas culturas e principalmente o contacto directo com as populações e as paisagens. Quando se vai de carro, a velocidade é demasiado rápida para nos apercebermos do verdadeiro país que vemos pela janela!


- Porquê a bicicleta?


Porque é mais rápida e eficiente do que andar a pé. Porque não polui e permite a velocidade ideal de nos deslocarmos conhecendo toda a realidade que nos rodeia.


- Um episódio curto de viagem que destaques...


Partir-se o desviador traseiro, e ficar durante 300kms, apenas com uma mudança!!!


- O país no qual mais gostaste de pedalar até hoje e porquê?


O Irão: pela hospitalidade de todo um povo que gosta de receber e pelo facto de pensar que poderia ser um país perigoso e ser surpreendido pela positiva, como um dos paraísos de quem gosta realmente de viajar.


- O pior momento e porquê?


Ficarmos retidos num nevão durante 3 dias na Grécia em pleno Inverno, com 10º negativos, quase sem lenha para a fogueira e a comida a escassear, pensei que a viagem poderia terminar ali.


- O que levas na tua bagagem que aches indispensável?


Canivete suíço! Sem dúvida o objecto com mais utilidades e mais leve que transporto.


- Quando regressas, o que mais te custa?

A escala temporal com que a vida decorre quando temos uma rotina.


- Próximo destino: onde e quando?


O Caminho de Santiago, partindo de Lisboa, na primeira semana de Agosto.


- Consideras-te um viciado em viagens ou uma pessoa que tem prazer em viajar?


Tenho prazer em conhecer modos de viver em contextos diferentes do meu. Tanto pode ser na China como em Portugal, numa aldeia mais remota.


- Que tipo de viajante és?


Desportista, poupado e em autonomia.

(para lerem mais sobre a viagem que os levou ao Tajiquistão, podem clicar no link do site abaixo)

1 comentário:

Anónimo disse...

há que ter coragem...temos de ser destemidos..talvez um dia também viaje assim!

A

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