Dicas - 7 Mandamentos + 1


Pensar no que se fez no primeiro dia em que tentámos andar de bicicleta.

Alguém se lembra? Pensar em como era difícil ficar sobre apenas duas rodas, tentando uma e outra vez encontrar o ponto de equilíbrio até que, finalmente, horas ou mesmo dias depois, finalmente alguém nos larga e saímos nós, estrada fora!

Viajar de bicicleta não é diferente! Ok, já sabemos como nos equilibrarmos, mas o percurso na estrada pode ser um bocado complicado até termos alguns quilómetros debaixo das rodas, admitimos! Há várias coisas que são essenciais pensar antes e enquanto se viaja.

Ao ler uma pequena introdução do livro The Bicycle Tourist’s Cookbook, editado em 1979, tive a ideia de escrever sobre alguns erros que se deve evitar aquando duma viagem de bicicleta. O autor destes 7 mandamentos chama-se Paul de Vivie, embora seja mais conhecido por Velocio. Um apaixonado pelas bicicletas e pela arte de viajar de bicicleta, este francês que nasceu em 1853 e morreu em 1929, é o exemplo de um verdadeiro cicloturista! Os seus 7 mandamentos são tão verdadeiros hoje como o eram quando os escreveu! Tomei-os como tópicos e desenvolvi cada um segundo a experiência que tenho. Antes de os comentar, decidi acrescentar o +1!

“Treinadores de Bancada”

Viajar de bicicleta, continua a ser uma atividade bastante estranha que tende a provocar fortes reações do público em geral. Algumas pessoas usam palavras como "incrível" e "inspirador" quando se fala do plano, mas muitos outros, tentam dissuadir-te, arranjando um sem número de problemas e obstáculos à tua aventura.

"Nunca fizeste isto antes. O que é que te faz acreditar que és capaz?" ou “Elouqueces-te? É uma ideia um bocado arrojada para as tuas capacidades, não achas?” ou “Precisas de muito treino. Esquece” tudo isto, dito sempre com um riso cínico e desencorajador por trás. Depois, há a talevisão e a formatação da mente das pessoas. Vamos sempre ouvir dizer: “Nesse país, cuidado.” ou “Aquilo lá é só terroristas.” ou ainda “Eu se fosse a vocês não ia. Vão ser roubados de certeza” - aliás, antes mesmo de sairmos de Portugal na primeira viagem, houve uma pessoa dum jornal para o qual escrevemos que nos disse: “Uma coisa que tenho a certeza, é que vão ser assaltados. Disso tenho a certeza.” e sentimo-no logo incentivados a provar o contrário! Partimos e regressámos sem ter tido nenhum problema!

Para algumas pessoas, pode ser complicado encontrar coragem para sair, quando todos os dias alguém nos atira isto à cara e todos os dias a televisão debita misérias, assaltos, atentados, mortes. Partimos para esta viagem com a ideia de percorrer países que, para a maioria das pessoas, são a causa de todos os problemas, onde se imagina viver, em cada casa, um homem com bombas à cintura. Todos os países que percorremos até agora, desde o Egipto, são muçulmanos, geralmente uma religião associada ao terrorismo. Errado, mais uma vez! Afirmamos que nos sentimos mais seguros neles do que em qualquer lugar na Europa, encontramos pessoas maravilhosas, com vontade de provar que nós temos uma ideia totamente errada sobre eles, os “maus”.
Coloquemos então estas perguntas a nós próprios:

1. Será que a pessoa que nos atira toda a série de obstáculos e problemas à nossa ideia de viajar, tem experiência em primeira mão com a situação? Provavelmente não, só vê mesmo muita televisão! Então, que a informação entre a 100 e saia a 300! “Viajar é descobrir que toda a gente está errada em relação aos outros países” – Aldous Huxley;

2. Existe alguma coisa que se possa fazer para reduzir o risco? Às vezes, o que dizem, tem o seu quê de verdade, mas pode fazer-se muita coisa para o contrariar! Se alguém diz que há imenso trânsito e pode ser perigoso, compra um espelho e roupas fluorescentes para diminuires a possibilidade de ter um acidente! Se atravessares um país com problemas internos, tenta nunca sair das ruas principais enquanto pedalas e não te aventures a sair à noite, sem que algum local de acompanhe;

3. Será o risco maior do que aquele que se enfrenta no dia-a-dia? Trata-se de ver as coisas numa outra perspectiva! O desconhecido sempre parece um pouco mais assustador, mas ficando em casa não há ninguém que nos garanta que é 100% seguro. Basta usar o bom senso! Perceber com os locais e com outras pessoas que andam a viajar o que está “à tua frente”, pode ajudar imenso a tua viagem. Com o acesso à internet, também podes encontrar em foruns de viagens, todas as respostas às tuas perguntas. Todos os dias, um novo dia! Todos os dias, uma diferente abordagem! Todos os dias, pessoas novas! Todos os dias, diferentes!

4. O que me faz pensar que as pessoas daquele país são piores que os meus vizinhos? O facto de terem uma face diferente, de se vestirem de maneira diferente, de terem ideais ou religiões diferentes, não é razão para que não viajemos e tentemos compreender a sua cultura. Um erro, porém, é tentarmos impôr os nossos pensamentos e a nossa maneira de ver as coisas ou invadir o espaço das pessoas tirando fotografias sem autorização. Imaginemos estarmos sentados à porta de nossa casa e passar um grupo e começar a fotografar-nos. Ficaríamos loucos, com toda a certeza. É isso que a maior parte dos turistas faz nos outros países, só porque a cutura é diferente. Respeita para seres respeitado! “Se rejeitares a comida, ignorares os costumes, tiveres medo da religião e evitares as pessoas, então é melhor ficares em casa” – James Michener

5. Será que me conseguirei adaptar aos costumes do país? Claro que sim, se não, nem a ideia de viajar te surgiria na cabeça! Se algum país nos cativa, é porque nos sentimos cativados pela sua maneira de viver, de ver o mundo. Isso é o princípio da viagem! Porém, tenta nunca demonstrar que alguma coisa te repugna, que algo está mal segundo os teus ideais, que a maneira de actuar não é a normal. Nesse momento, é na tua sociedade que estás a pensar, não na deles. “Quando viajas, lembra-te que um país estrangeiro não está pensado para te fazer sentir confortável, mas sim para fazer os locais sentirem-se confortáveis” – Clifton Fadiman

Pensar positivo, ser optimista e a viagem correrá lindamente!

Nunca pedales para provar alguma coisa a alguém

A viagem é tua, pertence-te e não tens que demonstrar seres capaz de a fazer a ninguém. Diverte-te, relaxa, demora o teu tempo, encosta a bicicleta durante uns dias se assim desejares e se por acaso pensares em acabar mais cedo, não leves isso como uma desistência, mas sim como um passo diferente na tua viagem!

Lembra-te também que, na estrada, a velocidade e a distância são tuas inimigas.

Vemos muita gente que passa por nós a alta velocidade, tentando chegar o mais cedo possível ao destino a que se propuseram, não alterando uma única vez a sua rota, evitando até parar para falar com outras pessoas que viajam da mesma maneira. O que acontece? Não apreciam a paisagem. Não têm qualquer contacto com os locais. Não conhecem a história. Não se interessam pela cultura. Estas pessoas fazem-nos questionar a razão pela qual sairam do seu país, do quarteirão onde vivem. Porque não andam somente às voltas na vizinhança e tomam-no como um exercício? Uma viagem deste tipo deve ser feita calmamente, porque só assim faz sentido! Só assim nos conseguimos divertir e ter prazer!

Não se deve levar a coisa ao ponto de odiarmos o que estamos a fazer. Se num dia nos apetece cortar 20 ou 30 quilómetros à viagem, porque não nos apetece pedalar nesse momento, porque queremos ler um livro, comer um gelado ou porque conhecemos alguém logo à saída que nos convidou para um café, deveremos aproveitar! Quando regressarmos, daremos mais importância a esse momento do que aos 70 ou 100 quilómetros que havíamos programado para esse dia!

Conhecemos nesta viagem um alemão, que percorreu em dois meses, aquilo que nós percorremos em nove! Não queríamos acreditar quando nos disse que percorria mais de 150 quilómetros por dia. Curioso ou não, no mesmo hostel onde o conhecemos, havia uma série de pessoas que viajavam também de bicicleta e todos nós, naquele dia, como em todos os outros, nos sentávamos a conversar, a trocar ideias, experiências, nos conhecíamos mais! O alemão dos “quilómetros”, ninguém mais o viu. Esteve ali, 10 minutos e depois recolheu ao quarto, e nunca mais saiu. Viajar, não é só “comer” quilómetros de bicicleta. Relaxa!

Come antes de teres fome! Bebe antes de teres sede!

Comer e beber devidamente durante uma longa viagem é dos pontos mais fulcrais e que, a não serem feitos devidamente, podem pôr um término à tua aventura. Não penses nunca que podes aguentar um dia inteiro com um chocolate ou com um mau pequeno-almoço. É errado pensar que não bebes porque não tens sede.

Decidi juntar dois mandamentos, pois parece-me óbvio que andem de “mãos dadas”. Comer muito, parece óbvio, mas há imensa gente que, pelo trajecto e a quantidade de quilómetros que quer fazer nesse dia, se esquece deste promenor tão importante. Quando começamos, não estamos acostumados a consumir grandes quantidades de calorias, assim como não estamos habituados a levar constantemente a garrafa à boca para beber. Não estamos também acostumados a manter um stock de comida na bicicleta, para o caso de não encontrarmos um supermercado, ou para quando um qualquer sinal no nosso corpo é enviado, dizendo que as reservas de energia estão mesmo no fim. Para piorar a situação, isto faz aumentar a irritabilidade e quanto mais ignorarmos estes sinais, menos capazes somos de tomar uma decisão racional. Quando se viaja com alguém, isto pode criar discussões, indecisões e outros problemas que, não nos apercebendo, são causados pela falta de alimento. Ter sempre de reserva alguns biscoitos, barras energéticas e chocolates é das coisas mais importantes. Em dias de frio ou chuva, é lógico bebermos sempre menos água do que aquela que consumimos em dias quentes, no entanto isto é errado. A hidratação do corpo é importantíssima.

Fazer uma pausa para uma sande, fruta, chocolates ou frutos secos de pelo menos duas em duas horas, é essencial e proporciona o bem-estar necessário à continuação da viagem. Beber a cada 5 quilómetos, pelo menos, é um bom hábito a adoptar. Não é de admirar também, que se comece a tomar dois pequenos-almoços, almoço, parar duas vezes para lanchar, jantar e, antes de irmos para a cama, ainda haver espaço para mais comida! Na hora das refeições, comer com vontade e comer bem, é o mais importante!

Descansa antes de estares cansado

O descanso é dos principais aliados à prática do cicloturismo. Por vezes julgamos sermos capazes de pegar na bicicleta depois de, no dia anterior, termos tido um dia louco, subindo uma imensa montanha e quando colocamos os pés nos pedais, sentimos um peso enorme nas pernas, uma enorme resistência. Afinal, não estamos prontos.

Leva a coisa com calma! É natural que nos primeiros dias de viagem o teu corpo peça muito mais descanso que passado um mês na estrada. Lembro-me que quando partimos para a nossa primeira viagem pela Europa, que durou 9 meses, não tínhamos qualquer preparação física e que, feitos malucos por querer sair de Portugal, nem sequer estudámos o melhor percurso. O que aconteceu, foi um verdadeiro desafio ao nosso estado físico que podia ter posto em risco o resto da viagem. Nos primeiros dias percorremos centenas de quilómetros, sempre sem fazermos um pré-aquecimento e no terceiro dia de viagem, o meu joelho estava tão mal que passado um mês, em Espanha, tive que ir a um fisioterapeuta. O maior erro? Não descansarmos o suficiente, pensarmos sempre que vamos ser capazes, que mais um dia sem dormir as horas necessárias não vai afectar o nosso estado. Lembro-me também que, depois de termos “aprendido” um bocado o que era isto de viajar de bicicleta e do que verdadeiramente necessitávamos, tentávamos dormir sempre um bocado mal chegávamos ao nosso destino. O curioso é que, uns dois meses depois, já íamos para a “festa” mal chegávamos, sem qualquer problema. O corpo acaba por ganhar um ritmo diferente!

Tanto na viagem anterior, como nesta, sentimos muitas vezes necessidade de ficar só mais um dia a descansar. Não devemos contrariar esta vontade, mas também não devemos relaxar e “pastar” durante os dias em que estamos parados, porque se o corpo se habitua ao exercício rapidamente, mais depressa ainda se desabitua dele. Se estivermos muitos dias sem pedalar, devemos caminhar umas horas por dia e tentar não trocar muito os horários de deitar e acordar. Descansar, não é “morrer”!


Veste-te antes de teres frio! Despe-te antes de teres calor!

As condições climatéricas são o nosso melhor amigo, mas também o pior dos nosssos inimigos. Não é raro estarmos a pedalar e não sabermos o que fazer: se vestir, se despir. Se deixar o corpo a suar por debaixo de camadas de camisolas, se tirá-las todas e pedalar em tronco nu. A luta é constante e só com a tua própria experiência poderás aprender a lidar com isto.

Mais uma vez associei estes dois mandamentos, pela sua ligação lógica! O normal será começar a perceber, após alguns dias, que subindo, esteja frio ou esteja calor, nunca vamos sentir o corpo gelado. A temperatura do corpo vai sempre aumentar e fazer-nos suar. Se estiver calor suficiente para andarmos de t-shirt (foi uma coisa que aprendemos também: uma t-shirt 100% algodão ou 100% lã de merino, são sempre melhores do que aquelas t-shirts de fibra que estão na moda) subir e descer não será um problema. No entanto, se o frio apertar e se a t-shirt a subir não for o suficiente, deveremos vestir uma camisola de manga comprida ou um polar fino e no topo, mesmo que estejamos a suar, nunca a deveremos tirar, pois o corpo arrefecerá em segundos. O melhor para descer também, será um corta-vento, quando a temperatura do ar não estiver para brincadeiras. Não devemos deixar para depois o acto de vestir outra camada de roupa quando começarmos a sentir frio. Às vezes nem é tanto a temperatura ambiente que desce, mas se estivermos cansados, com fome, sede ou saturados do dia, é normal o corpo reagir com arrepios e devemos compensar esta reacção tentando aumentar a temperatura do corpo e, claro está, percebermos porque estamos assim e descansar, comer, beber ou, simpesmente, parar por ali.

 

Este ano em França, enquanto atravessávamos o Maciço Central, a neve começou a cair e nós parámos para “brincar” um pouco. Ficámos encharcados e com as mãos geladas. Depois decidimos começar a descer sem trocar nenhuma peça de roupa. Errado. Começou a soprar um vento forte e a chover e, quando parámos, estávamos a entrar em hipotermia. Agora aprendemos: quando nos molhamos ou depois de um dia a pedalar, se estiver frio, nunca ficamos com a mesma roupa do dia, mas tentamos trocar, pelo menos, meias e camisolas.

Quanto ao “mandamento” do Despe-te antes de teres calor, percebemos mais cedo ou mais tarde que nem sempre é assim. Passo a explicar com duas situações que nos aconteceram:

- No ano passado, na Alemanha, estava um calor indescritível e que fizemos nós? Despimos tudo aquilo que nos era permitido e pedalámos assim, quase nus! Porque o fizemos? Porque tínhamos sombra, água e pedalávamos pelo meio duma floresta, sabendo que não faltaria nada!

- Este ano, no Turquemanistão, atravessámos uma parte desértica com mais de 300 quilómetros. A temperatura rondava os 47º. Não tínhamos água fresca, pois com a temperatura ambiente, ela escaldava. Não tínhamos qualquer sombra. Não havia onde nos escondermos, por um segundo que fosse, do sol. Não havia rios. O vento soprava de frente, quente e forte. Estávamos em Julho! O melhor a fazer? Olhar para as pessoas que trabalhavam nos campos e perceber como faziam. Tapavam-se! Fizemos o mesmo: vestimos calças, camisolas de manga comprida, chapéu e lenços a tapar a cara, deixando só os olhos de fora. Infelizmente só percebemos isto mesmo no fim, mas o efeito notou-se de imediato. Bebíamos muito menos água, o suor criado pelo calor arrefecia-nos a pele e o sol parecia bem menos forte! Sobrevivemos ao calor, tapando-nos ainda mais!

Não bebas ou fumes enquanto em viagem!
  
Poderia dizer mesmo, acrescentando algo mais ao mandamento: não bebas nem fumes nunca, mas estaria a ser demasiado fundamentalista e prefiro então optar pelo não fumes nunca e bebe socialmente e, se em viagem, fá-lo com moderação! Sentirás de imediato os efeitos de uma noite “radical”!

Fora uma ou outra noite de pura loucura e claro, quando sabemos que no dia seguinte não pedalaremos, deveremos arriscar beber. Fumar, apesar de termos conhecido quem o fizesse enquanto viajava de bicicleta, parece-nos um acto bastante inconsciente. Não me alongarei muito neste mandamento, visto que não sou ninguém para dizer o que se deve ou não fazer neste campo, ficando à escoha de cada um. Claro está que, mesmo quem fuma, principalmente, mas também quem consome ácool em demasia, sabe dos seus efeitos secundários e garantimos: não ajuda à prática do cicoturismo. 

Por outro lado, também tem a ver um pouco com os países em que se viaja. Se na maior parte deles, não existe qualquer problema em arranjar bebida, por outro lado, em países muçulmanos, como o Irão e o Paquistão, por exemplo, já as restrições em relação ao consumo de álcool são bem mais radicais. Pode encontrar-se, mas é mesmo muito complicado e não é bem visto pela maior parte da população. Fumar, apesar de proibido pelo Islão, já é um acto mais comum.


3 comentários:

Pedro Afonso disse...

Extremamente útil este post! Bem hajam, a vossa viagem faz bem a todos os que a seguem! :D Boas pedaladas!!!

Anónimo disse...

Olá viva, tenho acompanhado a vossa viagem e tem sido inspiradora e encorajadora. Tenho me deliciado com os videos e com a vossa historia contada na primeira pessoa. Já comprei o reboque para a minha primeira viagem, agora só falta a coragem para partir. É um prazer viajar com voces, continuem e disfrutem ao máximo. Bem hajam.

Cláudio Silva

Anónimo disse...

Está um texto fabuloso. Parabéns!
Quanto aos maus, discordamos. Afinal, se os mortos aparecem, se as guerras existem e nos chegam em directo, se as violações a jornalistas inofensivas acontecem, se as bombas são largadas (sem dó nem piedade) em cima de crianças... é porque os maus existem. E existem de verdade. Se esses maus são portugueses, árabes,
muçulmanos, turcos, etc, pouco importa... Importa o que fazem e que arruínam as vidas de muitos
inocentes. O mundo, contrariamente ao que vocês pensam, nem sempre é um lugar seguro - deixe-mo-nos de
lirismos. Mas que vos desejo toda a sorte do mundo, ai sim DESEJO. Assim como desejo a mesma sorte para todas as crianças que, neste preciso momento, morrem nos hospitais improvisados de Tripoli por causa dos maus a quem não fizeram mal nenhum.

Um abraço primos. A sabedoria e riqueza com que vão regressar a Portugal está para lá da minha
imaginação.


Rosinha

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