Deolíndia

No compartimento do comboio, éramos dois portugueses, um australiano, uma alemã, uma belga e um… quem é que passou o tempo deitado na cama sem trocar uma palavra? Ah, pois, era um coreano.

O ritmo do tchai men era quebrado ao passar pelo nosso compartimento. Uma pequena pausa e:

- Tea? –Acompanhado com um sorriso simpático.



Olhava pela janela e os meus olhos ficavam cada vez maiores! Tudo era mais verde e selvagem. Uma ou outra casa aparecia pelo meio da toda aquela verdura e aquelas casas tinham algo de familiar. Já notava a presença dos portugueses. Ah, estas férias estavam a correr às mil maravilhas.

Chegámos a Panjin e convidámos a Celine – a belga –depois de termos entrado em contacto com o nosso couchsurfer, para ficar em casa dele.

- Não há problema, ela que fique o tempo que quiser! Rafael,só tens que vir ter comigo ao meu local de trabalho para te poder dar as chaves. Chego a casa lá para as 4 mas depois tenho de sair. Vou passar estes próximos dias com a minha família.

Há pessoas incríveis!

Não estávamos por acaso em Panjin. Não fomos porque “ah, vamos lá ver as igrejas”.





Mudámos os nossos planos de viagem no momento em que soubemos que uma banda que admiramos, que pedalamos cantado as músicas, iam, pela primeira vez, actuar na Índia – Goa. Pois, já todos devem saber de quem estamos a falar, pois não é a primeira vez que eles são referidos neste excelente blog. Os Deolinda apareceram e brilharam uma vez mais! O público não estava à espera de um brilho tão intenso. Público muito tímido que esperava ver o xaile preto, as guitarras portuguesas com a fadista entre elas. Eu não estava nada a espera de chorar baba e ranho, chorar como uma desalmada, ao ouvir a música "Parva que sou"...









Queremos agradecer a bela noite que nos proporcionaram no hotel onde as horas foram passadas a conversar. Queremos agradecer a simpatia e a boa disposição, a companhia e os conselhos para cuidar da voz.

Foram 3 dias bem passados com amigos, pelas ruas com nomes portugueses.

Novo comboio, novo autocarro e… praia! Os 3 dias de descanso absoluto, passaram para 8! Agonda! Perfeito! A repetir! Aconselhamos!



Nós que fugimos da rotina passamos a procurá-la. Escolhemos um quarto em frente ao mar, encontrámos o restaurante Costa onde passámos a fazer as 3 refeições, nestes 8 dias, “adoptámos” dois cães – ou eles a nós, víamos o pôr-do-sol dentro de água, víamos um filme antes de jantar, e terminávamos o dia na internet. 8 dias de relaxe, de férias merecidas, de água quente, de biquini e calções às flores!




 “A e tal, viajamos de bicicleta” chiuuuuu, deixa as meninas em paz!

3 comentários:

Wendy disse...

Que delícia de post. Adorei.

Anónimo disse...

Ora aí está...ISTO É QUE É VIDA!

(e bem merecida)

Abreijos
PP

Douglas Germano disse...

Que alegria saber das tuas aventuras.
É muito inspirador.
Muita alegria pra vocês.
Beijos,

São Paulo, BR

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