Nada de nada e mais nada

Já escrevi sobre Halong Bay mas o ponto final ainda não se colocou na posição correcta. Cá vai a conclusão: Chegámos ao hotel por voltas das 15 horas e esperámos pelo rapaz que nos vendeu os bilhetes. Esperámos, esperámos e… nada… Disseram-nos que ele não iria aparecer hoje mas depois mudaram o discurso e afinal ele iria aparecer mas ao fim da tarde. OK, não há problema, nós esperamos!

A hora do jantar tinha chegado e nada… nada de nada! Fomos jantar com má cara e voltámos rápido com a mesma má cara! E o rapaz… nada. Os nervos andavam aos saltos dentro do corpo. Fui ter com a senhora do hotel que se encontrava deitada, atenta à novela, dobrada com vozes irritantes e pedi com muita educação para telefonar ao dito-cujo. Nada, nada de nada. Sorriu e disse que sim com a cabeça mas o seu corpinho nada fez. Fui a segunda vez e obtive a mesma resposta, a mesma reacção. Começava a sentir que não era seguro ninguém estar ao meu lado e o Rafael salvou a senhora das minhas possíveis agressões quando bateu com a mão na mesa e gritou, exigindo que ela se levantasse e fosse telefonar para o Godot

23 horas e entra um rapaz, não era o tal mas era outro que tal. Explicámos tudo muito bem explicadinho, repetimos não uma, não duas, mas três vezes. Ele fez-nos uma proposta que recusámos. Fizemos a nossa proposta e ele recusou. Insistimos em negar a dele e insistimos em apresentar a nossa. Não ganhámos mas conseguimos uma boa, muito boa parte do dinheiro e duas noites no hotel. Mas não ficámos contentes com a situação. Halong Bay foi, para nós, uma grande desilusão!

O Vietname é bom, fora da rota turística. Isto garanto eu! Entrámos na China passado dois dias e até lá chegar, tivemos uma nova experiência. Finalmente fomos convidados para pernoitar numa casa! Depois de termos fugido de um hotel que nos pediam mais que num hotel de 5 estrelas, dirigimo-nos a uma igreja e fomos à procura do padre. Não o encontrámos mas fomos convidados para tomarmos um banho na casa ao lado. Banho tomado e lanche na mesa. O padre não vinha…

O rapaz pouco ou nada sabia de inglês. Uma amiga perguntou, se não nos importaríamos de dormir ali, com ele e a mulher e como resposta, recebeu um sorriso nosso. Claro que não nos importámos! A mulher apareceu e o filho de ambos fugia de nós. Jantámos juntos com o jovem casal e preparámos as camas! Só havia um quarto que também era sala. De nada valia dizer que dormia no chão com o Rafael… Fui obrigada a dormir na cama com a rapariga que me lembrou que tínhamos de rezar antes de dormirmos. Está certo. Imitei-lhe os gestos e concluímos juntas a oração. Acho que os rapazes, nada fizeram.


Na manhã seguinte, fomos à missa. A igreja estava a arrebentar e o padre falava sem cativar. Parecia um robô com as falas decoradíssimas e movimentos estudadíssimos… Nada sentimos de emocionante. Na hora da partida, de nada valeram os pedidos para ficarmos um dia a mais, do jovem casal… O tempo está contado, não nos podemos demorar, por muito que quiséssemos ficar.
Chegar à fronteira da China, pouco ou nada custou. Ou melhor, não foi assim tão fácil… fizemos em dois dias o que tínhamos pensado fazer em 3. Claro que fizemos mais quilómetros por dia mas só assim era possível terminar mais cedo a nossa odisseia no Vietname!  

1 comentário:

Mariana Girassól disse...

Vocês são fantásticos! Parabéns pela aventura, pela coragem e pela ousadia de viverem a vida mesmo à vossa maneira.
Continuação de muita boa sorte :)

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