De novo, Istambul!

Leva-me o prazer de viajar de novo a Istambul! Digo isto, porque esta coisa de levar pessoas a conhecer, através – também – dos meus olhos e das minhas palavras, cidades e países que me tocam de alguma maneira, é a maior gratificação que posso ter. Não é só viajar, regressar e partilhar o que vi, os olhares que troquei, as ruas pelas quais me apaixonei, o encontrão que levei do homem empilhado de simits, o cheiro do café a ser embalado à minha frente, os barcos que continuam a habitar o mar encrespado, as canas que são lançadas uma vez mais, o sol que desaparece por detrás do Topkapi e nos deixa sem palavras, enquanto o “cacilheiro” nos leva para o outro lado, o de lá! É mais do que isso, é partilhar enquanto observo e sinto tudo isto!


Voltar a Istambul é, mais do que uma viagem, um regresso a uma casa que não é minha, mas que sinto como se fosse. É voltar a abraçar meia dúzia de amigos, os que lá vivem e aqueles que atravessam o mar para se juntarem ao jantar, é ouvir cantar e tocar as cordas do bouzouki , olhar a cidade lá de cima, bem longe dos bairros de Sultanameth, da juventude de Taksim e do burburinho da ponte de Gálata. É andar num carro a cair de velho, com janelas que já nem abrem, ver o vidros embaciarem com o calor e não saber a que horas chegamos, tanto é o trânsito!




Regresso, desta vez, com outra responsabilidade. Levarei, pela primeira vez, dois grupos de pessoas a viajar só para aquela cidade. Em todas as outras viagens, ou fui em lazer ou no regresso, com outros grupos, do Irão. Quase sempre de passagem, porque por Istambul, raramente é a vez, mesmo que fiquemos por muito tempo, que não sintamos como “de passagem”! O regresso vai ser ele, também, uma nova experiência. Pela primeira vez, o grupo passa as 15 pessoas, pelo que a utilização deste site, me ajudou imenso na busca do melhor local para ficar. Além da procura pela localização, locais de interesse, entre outros, que vários sites fazem, destaca-se pela comparação de preços, o que é uma vantagem indispensável neste caso!

Dias antes do grupo chegar, porém, vou aterrar no aeroporto Ataturk e sentir de novo um nervosinho! Sair e levar com aquela lufada de informação, aquele “não entender” tudo o que me dizem ou a razão de o dizerem. Vai ser um calmo caminhar até ao metro que me levará a casa do Yucel, um passar pelo restaurante habitual para comprar kofta vegan, descer as escadas que me deixam espreitar parte da cidade que desce até ao mar, atravessar uma ou outra rua suja, coisa tão natural quando não há intenções de ter turistas e bater à porta da casa que é minha, sempre que regresso. Do outro lado, aparecerá um sorriso maroto, nos seus cinquenta e muitos e um “Welcome again!” surgirá com toda a pureza do mundo!

Sem comentários:

Posts mais populares