entrar na jordânia

as bicicletas fizeram os primeiros quilómetros na jordânia e estavam felizes por isso! a do rafael continuava a queixar-se do furo que tinha desde o egipto. foi quando chegámos ao centro de aqaba que tratamos do dói-dói da menina e enchemos o nosso estômago, com novos sabores. 
passear em aqaba fez-nos bem! respirámos uma cidade bem mais limpa e com mais luminosidade. vimos mulheres a fumar shisha na praia e os homens a mergulhar na água. há algodão doce que se passeia para ser comprado, assim como o chá e o cavalo que é levado pela mão de uma criança, ao longo da areia. 
o choque foi ver os preços das coisas. habituamo-nos depressa aos preços do egipto. aqui, tudo é bem mais caro, por isso, antes de sairmos do egipto, comprámos 16 pacotes de noodles! nunca se sabe!
os preços assustaram-nos mas o que mais nos assustava eram as subidas que tanto ouvíamos falar! a king's highway, tínhamos de a fazer! é aquela estrada mítica que não podemos deixar escapar! 

 

saímos de aqaba com os pneus bem cheinhos para que psicologicamente, as primeiras subidas, não custassem tanto! numa delas, parámos para o beijinho nos 4000 quilómetros e continuámos caminho com as calças arregassadas e os braços à vista de todos!
estávamos a 10 kms de wadi rum quando decidimos parar e pedir para montar a tenda numa pequena terra que se dá pelo nome de salhia. estávamos numa aldeia de beduínos. em zurique, o joão disse-nos que quem viaja em bicicleta, tem um anjinho da guarda e devo confessar que ele está bem presente na nossa viagem (e devo ser eu a transportá-lo, porque a minha bicicleta está cada vez mais pesada...) não podíamos ter escolhido melhor porta! montámos a tenda e quando fomos ter com um rapaz para perguntar se seria possivel carregar uma bateria, ele convidou-nos para sentar à volta da fogueira. ofereceram-nos chá e víamos os homens a chegarem aos poucos e a sentarem-se. iam começar uma reunião e nos ficámos a assistir. estávamos na presença do sheikh ali, o chefe da tribo. conhecemos o abdarhman, que está à frente da protecção dos orex. trabalha em
 wadi rum e fomos convidados para o acompanhar no dia seguinte. estávamos com os beduinos que nos proporcionaram um serão que mais parecia uma cena tirada de um filme! estavam contentes por estarmos lá e nós estávamos ainda mais contentes com todo aquele acolhimento! o prato da comida apareceu e não conseguíamos disfarçar os hmmm, hmmm durante a refeição.


acompanhámos o abdarhman ao seu trabalho e visitámos wadi rum sem nada pagar e com direito a guia. sempre com a janela aberta e braço estendido a disparar sem parar! saltámos na tão famosa rocha e sentimo-nos turistas a sério.

 

recomposemos o queixo que caiu com tamanha natureza e fomos ver e saber um pouco mais sobre o projecto da protecção dos orex. pessoas que protegem animais em via de extinção, só podem ser boas pessoas! e sim, as pessoas que conhecemos em salhia, são realmente boas pessoas! os momentos à volta da fogueira foram sempre acompanhados com muito riso e chá à mistura! passámos duas noites com os beduínos e saimos de lá bem carregados com muitas prendas!


foi a sair de salhia que encontrámos uma grande subida que nos levou mais de uma hora para vencer... mas antes, remendar um novo furo. essa tarefa é-nos cada vez mais familiar!
no topo estava um posto de polícia, a quem perguntámos se podíamos montar a tenda para passar uma noite, naquela montanha fria. "sejam bem vindos" 
estava frio e o comandante tinha essa noção, por isso abriu-nos a porta de um quarto, e disse que as bicicletas estariam mais seguras no interior e nós estaríamos bem mais quentes, com o ar condicionado ligado.
estávamos no escritório do comandante e ele aparece com uma laranja para nos oferecer. sentasse ao meu lado e descasca-a e queria fazer o mesmo para o rafael. volta a sair e volta a entrar com uma madalena. "chá, querem chá?" porque não? venha ele! bebíamos o chá ao som dos diferentes toques de telefone e entre eles, o som dos vários cuspos do comandante para um dos auscultadores, no meio de uma conversa não muito animada... olhava para nós e ria-se. não sei quantas vezes ele falou de nós pelo telefone, só sei que iam aparecendo pessoas para nos conhecer e uma delas, deixou um grande bolo que foi dividido para todos. o jantar apareceu e mal este acabou, xixi-cama!

estávamos cada vez mais perto de petra! aquele sítio que há muito desejamos conhecer!

1 comentário:

Indie&clau disse...

Obrigado por partilharem connosco as vossas fantásticas aventuras! Em breve esperem que possam também ler sobre as nossas :)))
Força no pedal e na escrita!

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